Introdução
Controle de glicemia nos pacientes críticos:
Um accord intra-hospitalar?
Hiperglicemia em pacientes internados é um fenômeno freqüentemente observado, particularmente naqueles com traumas, queimaduras, cirurgias cardíacas, acidentes vasculares cerebrais, assim como em diabetes ainda não diagnosticado [1-3]. Em estudo previamente publicado, foi relatada hiperglicemia presente em 38% dos pacientes admitidos no hospital e 1/3 destes não tinham história de diabetes antes da admissão [2]. Evidências crescentes indicam que o desenvolvimento de hiperglicemia durante doenças agudas ou cirúrgicas não é uma condição benigna ou fisiológica, mas, um marcador de mau desfecho clínico e mortalidade [2,4-8]. A maioria dos estudos observacionais e retrospectivos relatou que a hiperglicemia na doença crítica, em pacientes com e sem diabetes, está associada a um maior risco de complicações, maior estadia no hospital e na unidade de tratamento intensivo (UTI), e maior taxa de mortalidade.
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